F E L I Z N O V A D I E T A | juliolemos.com | kostenlose hipster philologie

We learn to pity and rebel

Steve Jobs deve ter um pacto com o demônio. Depois que ele entrou na minha vida com o seu MacBook sedutor, o mundo desabou. Mas fique claro, Mr. Jobs, que quem assinou contrato com aquele ser ctônico hijodeputa foi usted.

COMOFAS, joga o Mac pela janela? Eu estou no térreo.

Fosse o caso de nos darmos as mãos, de nos coroarmos de rosas e despencar em algum tipo de paraíso-estacionamento particular, [...]

* * *

Chegamos ao pub às três da manhã e tanto o gerente como os garçons nos esperavam ao meio-fio, mezzo inclinados, mezzo calabreza.

À meia-noite termina o romantismo e estão todos a chamar as suas mães de senhoras. E melhor para nós, que temos mamãs jovens: não somos obrigados a, cabalisticamente, usar a expressão “minha velha genitora”. Você se sente confortável?

Para os atenienses foi uma experiência nova, comparável à da heroína e do pneumotórax, a visão daquela obscura nação formada à sua sombra / como formigas do vale do Pó / a subjugar a poesia com armas e direito romano.

Supertrunfo: Poetas Ingleses.

Acabo de descobrir que o único romance que comecei, terminei e depois joguei fora estava num disquete, a última cópia de que tive repentina notícia. E que esse disquete, como todos os disquetes de 1995, parou de funcionar. Grande notícia do dia. Adieu retriutga, farewell, auf Wiederschau!

Comecei a escrever “A volta de retriutga” em 2006 – uma novela destinada a habitar apenas o FILE NOT FOUND da inteligência divina. Plotino ascende ao Uno no ano de 224 d.C. O dia ignoro.

Escrever para chocar é o mesmo que mentir numa entrevista de emprego. Você pode até esquecer-se de que está mentindo; o entrevistador já entoara o seu “próximo!” mentalmente há muito tempo.

Feliz Nova Dieta destina-se a um público de alma jovem, punk e aristocrático ao mesmo tempo, que (i) ama assuntos sobre os quais não é lícito escrever, (ii) busca a virtude bebendo em quantidades variáveis, (iii) tem uma quedinha pela Audrey Hepburn e (iv) não se vende, NEM A PAU, ao Sacro Império Romano-Germânico.

Escrito por julio lemos, postado em 22 de dezembro de 2009 às 8:26, arquivado em Acaba com ele e com as tags , , . Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.

士夊歿

Uma coisa que ajuda: acorde numa hora determinada, tome o café, sente-se e programe o que vai fazer pela manhã. Depois faça como programado. Repita o procedimento depois do almoço.

Curiosamente, o sentido do dia é o sentido da vida.

*
Os antigos diziam que os antigos eram melhores. O presente é sempre uma decadência. Isso é uma mentira deslavada na qual se compraz e uma verdade flagrante que afastamos como quem afasta uma abelha.
*
Sim, dos seres que amamos basta-nos a existência. Se não amamos alguém, sua existência não basta: é necessário que satisfaça nossos desejos. (Escólio a Gomez Dávila).
*
Quando pergunto como é possível que as coisas saiam do nada e um físico me responde que isso é perfeitamente possível, e que aliás isso acontece o tempo todo, entendo a resposta como uma mudança de assunto. As coisas surgirem do nada absoluto constitui justamente um ‘milagre’; ora, os cientistas não acreditam em milagres, ao menos quando falam de física.
Acredito nos físicos quando dizem observar uma partícula surgindo out of nowhere. Acredito nos metafísicos – que têm tanta credibilidade no seu ramo quanto os cientistas no seu – quando dizem ser necessária a existência, para que o que não é passe a ser, de algo capaz de criar ou causar no sentido mais absoluto da palavra, comunicando o ser ao não-ser. Se um ser apareceu ‘do nada’, sou obrigado a pensar – sob pena de desistir do discurso racional e assim abolir a linguagem da ciência – que esse ser é apenas a transformação de, ou é causado por, outro ser que não era passível de observação (’invisível’, portanto). Ou então, se ele não era outro ou foi causado por outro, que veio do nada metafísico, absoluto; e que portanto algo que foge ao domínio da física lhe comunicou existência. Como a física se cala sobre a metafísica, apenas uma afirmação é possível: que esse ser que apareceu é resultado de outro que não podia ser observado (invisível ao menos segundo os instrumentos de que dispomos). E assim não estamos falando de coisas que surgem do nada absoluto – já que isso seria cair numa grave imprecisão -, mas de coisas que se tornam visíveis como resultado de uma transformação.

Escrito por julio lemos, postado em 13 de outubro de 2009 às 8:12, arquivado em Filosofia, Handlung e com as tags , , . Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.