Leia no Érico Nogueira sobre Leopardi e Virgílio. Ave, Vergili!
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Diz J. García-Huidobro, gracejando: “… não faltam pessoas que parecem estar embriagadas com a ideia de quebrar dogmas, tabus e barreiras. Acontece que gente como eu, que cresceu no campo, costuma amar os dogmas e apreciar os tabus. Mais ainda, procurei fazer ver a esses amigos que essas duas coisas nos distinguem dos macacos” (Una locura bastante razonable, 2009).
Li esse negócio ontem à noite e o riso me tirou o sono. Sonhei com pessoas fugindo de palavras assustadoras, deixando seus chapéus caírem e assumindo uma forma simiesca (um amigo diria, em francês, “transformando-se em abajures”).
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Às vezes teimo em gostar de bandas ruins; depois que ouvi a discografia completa do Keane, descobri que andava gostando de uma banda bem medíocre. E continuo gostando, apesar deles soarem adocicados, light demais. O vocalista tem uma voz muito boa; é afinado; modula muito bem; mas é meio afrescalhatto. Bom rapaz, todavia. Ele prova que tem algum talento em “Hamburg Song”, que traz aquele dístico pouco elisabetano: Say a word or two to brighten my day, etc. A idéia até que é boa no geral, mas não convence. Ainda assim, a música é até bonita, se você joga seu constrangimento para o alto e assume que adora uma bandinha medíocre vezenquando.
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Mais um trabalho sobre direito medieval; mais uma bibliografia interminável com tipografia gótica; mais uma passagem obscura do decretum de Graciano e eu fico maluco (tenho passado dias inteiros nesse oscuro-oscuro, sem chiaro). Ou míope.
Fui ali andar de skate e já volto.
Escrito por , postado em 16 de novembro de 2009 às 16:57, arquivado em Handlung e com as tags Keane, tabu. Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.
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