Uma coisa que ajuda: acorde numa hora determinada, tome o café, sente-se e programe o que vai fazer pela manhã. Depois faça como programado. Repita o procedimento depois do almoço.
Curiosamente, o sentido do dia é o sentido da vida.
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Os antigos diziam que os antigos eram melhores. O presente é sempre uma decadência. Isso é uma mentira deslavada na qual se compraz e uma verdade flagrante que afastamos como quem afasta uma abelha.
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Sim, dos seres que amamos basta-nos a existência. Se não amamos alguém, sua existência não basta: é necessário que satisfaça nossos desejos. (Escólio a Gomez Dávila).
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Quando pergunto como é possível que as coisas saiam do nada e um físico me responde que isso é perfeitamente possível, e que aliás isso acontece o tempo todo, entendo a resposta como uma mudança de assunto. As coisas surgirem do nada absoluto constitui justamente um ‘milagre’; ora, os cientistas não acreditam em milagres, ao menos quando falam de física.
Acredito nos físicos quando dizem observar uma partícula surgindo out of nowhere. Acredito nos metafísicos – que têm tanta credibilidade no seu ramo quanto os cientistas no seu – quando dizem ser necessária a existência, para que o que não é passe a ser, de algo capaz de criar ou causar no sentido mais absoluto da palavra, comunicando o ser ao não-ser. Se um ser apareceu ‘do nada’, sou obrigado a pensar – sob pena de desistir do discurso racional e assim abolir a linguagem da ciência – que esse ser é apenas a transformação de, ou é causado por, outro ser que não era passível de observação (’invisível’, portanto). Ou então, se ele não era outro ou foi causado por outro, que veio do nada metafísico, absoluto; e que portanto algo que foge ao domínio da física lhe comunicou existência. Como a física se cala sobre a metafísica, apenas uma afirmação é possível: que esse ser que apareceu é resultado de outro que não podia ser observado (invisível ao menos segundo os instrumentos de que dispomos). E assim não estamos falando de coisas que surgem do nada absoluto – já que isso seria cair numa grave imprecisão -, mas de coisas que se tornam visíveis como resultado de uma transformação.
Escrito por julio lemos, postado em 13 de outubro de 2009 às 8:12, arquivado em Filosofia, Handlung e com as tags física, ordem, sentido. Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.
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