Hoje acordei e abri a janela em um gesto épico, exclamando:
Bom dia, ó Sol, ó Astro-Rei, Apolo, Yãng-Shùn-Wán! Lo and beholde! Cacete, que escuridão da porra.
Assim deprê é São Paulo no verão.
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Passamos os 15 anos inteiros lendo H. P. Lovecraft e temendo as noites estreladas. Esquecemos os poetas românticos: Klopstock, Schiller, Keats, Shelley… A Lua não é interlocutora de corações partidos, confidente de vagabundos, bêbados e poetas experimentais. A Lua é só mais um alvo de Azagtoth – da sua fúria cega e cósmica.
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Além da paixão por enredos borgeanos – a dos escritores fictícios de Borges -, em que um personagem morre e aparece vivo no capítulo seguinte para depois sumir de vez entre as páginas confusas do livro, apreciamos o chamado “horror arbitrariamente inserido como elemento surpresa”. Sempre quisemos que os filmes ou os livros realistas, especialmente os que contam histórias de amor, terminassem com horror cósmico ou com uma súbita troca de personalidade.
O fato é que até agora ninguém conseguiu fazer isso com talento e exatidão. Tarantino, você é mesmo um loser, capital loser you are.
Soy un perdedor / I’m a loser baby / so why don’t ya kill me
Escrito por , postado em 25 de novembro de 2009 às 8:06, arquivado em Caolhices e com as tags Borges, losers, Lovecraft. Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.
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