The old cunt came from Balliol College, Oxford, after having been by cruel means expelled from Blackfriars’s. He’d spend night’s taedious hours looking for something to do, like a human yo-yo. At times he would translate Pockoke back into Latin out of his own Chinese version. Anytime, anyway a bottle of Port and testosterone. But no matter what his world-acclaimed academic status would grant him no more than obtuse sighing and sonorous staring. His inner circle: an old dog, a little girl Sarah Buick with name and his sister Pengine.
I was eager to get in on it. I called him on September 27th:
Mate, you’re frieth. Wassa problem? Sarah got your notes about Pockoke and delivered it straight to the bartender. The bartender gave grave looks to it notwithstanding and passed it on to Louise. Louise fell in love with you, being a Satanist Geek and a Hoaxer. Then she showed it to Marly. Marly laughed as usual and delivered it to Professor Banged. Professor Banged ascribed it as homework for tha people, recognizable objective for the boys being to transform it into a soft and tong-to-cheek homoerotic short story. Well, one was ready to expect that some weak and vaporous Student would publish it (you know, we’re talking about the fuzzy Master of [Gamble] Arts course. NOT DPhil). And it did happen, by Jove. Goophy Jones, the said Student, have a Parody Random House Project called “Livros Mamãe” — I thing it has something to do with the Bantu people but I would not for the time being deliver any objectionable opinion thereof; then it was Pockoke translated into Gay. The reason why you’re frieth.
Wassa matter? The matter is he published it using your name as pseudonym. Hell of a good idea, nicht wahr? I bought it and wrote an essay called “How Oxford Saiu do Armário” (I got the expression from Brazilian Portuguese). Look, ’s bloody Time Magazine. Your face on it, charming and sweet and shemale-like. You’re hiding yourself from the public and had no idea what was going on. That’s it mate. So set your manuscript into flames like there’s no tomorrow and forget it.
Oh, I almost forgot. There’s an interview with you on Der Spiegel. I didn’t know you were teasing German little girls since you where five years old. Good God! The Interpol must be by now searching for a piece of evidence in your goddam laptop. Claim guilty! You got nothing to lose.
Escrito por , postado em 26 de janeiro de 2010 às 15:50, arquivado em Contos e com as tags Aristóteles. Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.
Ontem estive às voltas com problema da alma. Quando se fala em alma, logo alguém se levanta e diz: “mas então como provar que tudo não procede de impulsos elétricos do cérebro?”, como se os impulsos elétricos que observamos num processador INTEL explicassem de onde vêm o software, o processamento dos comandos, etc.
Esse tipo de objeção, muito comum atualmente entre os menos dotados, mas já presente (quase sempre como argumento falacioso) entre os pré-socráticos, se resume a uma forma de reducionismo. Cada escola se concentra em um fenômeno particular, numa perspectiva inferível por descrições, mas nunca logram chegar a alguma causa primária. Os impulsos elétricos, as reações químicas, o movimento dos músculos, a alimentação do córtex, o processamento mesmo cerebral são o como, mas não o quê ou o porquê. Assim como não observamos na natureza a auto-geração ou o auto-impulso, não observamos a reflexão de uma rede sobre si mesma (ver a citação de Kant abaixo). A rede existe – como observamos nas redes neurais simuladas – mas não consegue produzir um conhecimento de si mesma (assim como a consistência dos axiomas não podem ser provada dentro do sistema, como provou Gödel).
Quando alguém responde convincentemente à objeção dos impulsos elétricos, logo aparece outra, desta vez enfocando outro aspecto. Mas nunca se explica a causa. Por quê estou aqui e não ali? Por quê posso escolher, enquanto é impossível projetar um software que efetue uma escolha autenticamente aleatória (o que conhecemos por randômico é, na verdade, um truque nada aleatório)? Como posso raciocinar sobre o raciocínio? Como tenho consciência? E o que explica o fato de que eu, sendo inteligente, possa manter uma teoria sobre a impossibilidade da verdade ao mesmo tempo em que a mantenho como uma teoria verdadeira? Ou que eu possa ao mesmo tempo defender que o homem não tem alma e ao mesmo tempo me julgue autorizado a me opor aos experimentos médicos dos nazistas? Que eu possa dizer que todos os meus impulsos se reduzem à libido e mesmo assim sustentar que essa teoria da libido, e apenas ela, não é um produto espúrio da libido, mas uma teoria verdadeira, que descreve a realidade? A causa de tudo isso permanece um mistério, e mesmo os neurologistas mais espertinhos silenciam sobre ela.
Existe um tipo de dúvida bastante preguiçosa que se apresenta da seguinte forma: “okeydokey: a Ciência ainda não conseguiu nem começar a intuir qual é essa causa; mas esperamos que, com o tempo, poderemos enxergar essa causa com um microscópio ou com uma fórmula matemática”. O problema é que a alma é um problema filosófico. A ciência faz cálculos, mede, observa e quantifica. Ela não lida com o que, por definição, escapa ao seu método. Um pouco de realismo não faz mal a ninguém.
Essas objeções recaem sempre na conhecida analogia com o jogo de xadrez, que denuncia logicamente essa falácia: quem joga o xadrez são os jogadores – fazendo uso das regras – e não as próprias regras. Mas veja bem: quem usa as regras imanentes à nossa rede neural? Se dissemos que é um homenzinho que temos no cérebro que, seguindo essas regras, controla o corpo, temos ainda de explicar como o homenzinho usa essas regras (dizendo por exemplo que esse homenzinho tem um homenzinho no cérebro que o controla, fazendo uso de meta-regras) e assim ad infinitum. Quem decide apertar o enter e rodar o programa, e com base em que motivo?
Kant escreveu algo interessante na Crítica da razão pura:
But of reason one cannot say that before the state in which it determines the power of choice, another state precedes in which this state itself is determined. For since reason itself is not an appearance and is not subject at all to any conditions of sensibility, no temporal sequence takes place in it even as to its causality, and thus the dynamical law of nature, which determines the temporal sequence according to rules, cannot be applied to it.
Por quê a inteligência é inteligível?
Escrito por , postado em 27 de setembro de 2009 às 10:14, arquivado em Filosofia e com as tags alma, Aristóteles. Deixe um comentário ou veja a discussão em permalink.
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