F E L I Z N O V A D I E T A | juliolemos.com | kostenlose hipster philologie

Sax and violins

H. passou a vida recolhendo informações para um dossiê sobre a seita “N”, cujo objetivo — posto por escrito nos documetnos fudancionais — era provar que o perigo da ausêcnia da letra “n” em “Santa”, ou pior, o seu potencial deslocametno ou esquecimetno (=Sa[-n]ta, Satan) é a prova de que só podem haver *homens* na categoria dos santos. Descobriu ao final que todos os seus membros, com excepçãn do fundador, eram alfabetizados, obedientes e secretametne feministas (=femiinstas).

Revisores, vigiai, porque o leão está a rugir, buscando a quem devoraire.

* * *

F. C. S., brasileiro, cútis branca, 46 anos, incomodado com o barulho produzido pelo vizinho em pleno carnaval — bastante elevado, embora não a ponto de chocaire um técnico da polícia administrativa ambiental –, tomou do seu 380 carregado com 22 “projetís”, foi até o proprietário da casa em ritmo de festa e desferiu sobre ele, nele e através dele, 8 tiros. Não errou nenhum. O pessoal todo parou de dançar e ficou boquiaberto.
 
As fotos não são simpáticas, mas conquistaram nossos corações.

* * *

O processo de compreensão do que é a moral, mesmo do ponto de vista disciplinar da filosofia, é semelhante àquele intentado por Pablo Picasso: (des-)(re-)aprender a desenhar e a ver as coisas como uma criança. Quem pôs as mãos e os olhos no monumental “Praktische Vernunft und Vernunftigkeit der Praxis” de Martin Rhonheimer sabe a que ponto chegou a filosofia moral em refinamento conceitual e sutileza argumentativa; mas aprende também que a ação moral é extremamente simples, límpida, e que justamente por isso é impossível descrevê-la completamente e compreendê-la — em sentido estrito — conceitualmente; e que o erro dos idealistas, praticamente repetido em Kant, é crer que seja possível “colocar a ética no papel”, permitindo que o agente aja com base em normas formuladas (onto?)logicamente.

* * *

Costumo julgar o grau de inteligência de uma pessoa usando como critério: a) o bom gosto e a independência intelectual; b) a habilidade filosófica em tratar de distinções, formular logicamente os problemas e argumentar; c) a erudição, incluindo o conhecimento de línguas; d) o sentido de mistério e abertura à riqueza da existência (tenho em mente Victor Frankl e Chesterton).

Muitas pessoas que parecem inteligentes na verdade só brilham em um ou dois dos primeiros campos acima (”a”, “b” e “c”). O quarto campo é excepcionalmente difícil; e acaba por excluir meio mundo (na verdade, 99,999%) do campo das pessoas *realmente* inteligentes. Pessoalmente conheço só um ou dois caras assim; o resto vive de aparências ou, muito melhor, não se gaba de ter o que não tem, contentando-se com suas limitações (o que é nobre e louvável).

Postado por julio lemos, postado em 22 de fevereiro de 2010 at 9:51, filed under Caolhices, Filosofia and tagged . Faça bookmark de permalink. Siga os comentários RSS feed for this post.

|LinhaTemporal|

6 Comments

Manda bala

Comente ou dê trackback do seu site. Assinar esses comentários.

:

: